02/02/2010

Grêmio Tricampeão da Copa do Brasil de 1997



Em 1997 ninguém mais duvidava, o Grêmio era um dos maiores clubes do Brasil, favorito a qualquer título que disputasse, isso porque foi nos anos 80/90 que a equipe azul atingia seu auge futebolístico, com conquistas memoráveis e plantéis inesquecíveis. No ano do tricampeonato da Copa do Brasil não foi diferente, com a equipe semelhante aos anos anteriores o Imortal foi longe, na Libertadores foi eliminado após uma manobra da CBF que tirou o melhor jogador da equipe, Paulo Nunes, do confronto contra o Cruzeiro pelas semifinais do torneio, desfalcados não resistimos aos mineiros que acabaram campeões da América.

Apesar dos desgostos da Libertadores, a Copa do Brasil foi o brilho do ano gremista. Era a terceira taça da competição e pela terceira vez conquistávamos sem perder um jogo sequer, uma verdadeira demonstração de grandeza do maior campeão da copa.


A competição

Em 1989 a Confederação Brasileira de Futebol criava sua segunda maior competição nacional, a Copa do Brasil era o caminho mais fácil para chegar à cobiçada Copa Libertadores da América, o que despertou de imediato o interesse dos grandes clubes, dentre eles o Grêmio, mais bem sucedido participante do torneio, somando sozinho seis finais nas nove edições disputadas até então.

Três anos haviam se passado desde a última conquista da copa. Sempre marcando presença, o Imortal somou em 95 mais um vice da competição, sendo em 96 eliminado somente nas semifinais pela forte equipe do Palmeiras.


A conquista

Com um time embalado pelas conquistas da Copa Libertadores de 1995 e do Campeonato Brasileiro e Recopa de 1996, o Grêmio chegava a mais uma participação na Copa do Brasil com status de favorito. Com estrelas como Paulo Nunes, Arce, Rivarola, Roger, Danrlei, Dinho, Carlos Miguel e outros, o Tricolor era uma equipe temida e sempre respeitada.

Na primeira fase pegamos o tradicional Fortaleza. Apesar da importância regional, os cearenses estavam longe do momento mais áureo de sua história, disputando a Série C, tinham apenas na Copa do Brasil a chance de confrontar uma grande equipe em uma competição de ponta. A alegria não durou muito, isso porque o Grêmio aproveitou-se da fraqueza do adversário, vencendo o primeiro jogo fora de casa pelo placar de 3x2 e despachando o adversário com um 3x1 no Olímpico.

O Imortal seguiu, não podendo dizer o mesmo de grandes como o Cruzeiro (eliminado pelo Santa Cruz-PE), Fluminense (eliminado pelo Ceará), Botafogo (eliminado pelo Vitória-BA). As derrotas de grande porte deixavam uma coisa clara, a competição de 97 era mais difícil que as conquistas anteriores de 94 e 89, mesmo assim estávamos firmes e fortes para o próximo confronto com a Portuguesa Santista, rival da final do Brasileirão do ano anterior. No primeiro jogo em Porto Alegre uma vitória gremista por 2x1 colocou o Imortal com um pé na fase seguinte, apesar do resultado perigoso o empate em 1x1 no estádio Canindé em São Paulo classificou o Imortal.

O rival das quartas-de-final era o perigoso Vitória da Bahia, equipe que havia eliminado São Paulo e Botafogo nas fases anteriores. Mesmo com o histórico, os baianos sucumbiram ao poder gaúcho no primeiro jogo no Olímpico, a goleada por 3x0 praticamente carimbava o passaporte gremista para as semifinais. No jogo de volta a confirmação, o empate por 3x3 deixou claro que o Grêmio não vinha à competição para passear.

Nas semifinais sobravam apenas os maiores, de um lado Corinthians e Grêmio, do outro Flamengo e Palmeiras. Era a hora de mostrar quem era o melhor, foi então que no primeiro jogo os gaúchos fizeram o crime, matando os paulistas com um 2x1. No jogo de volta o empate por 1x1 garantiu mais uma final ao currículo do Imortal.

O rival pelo título era o Flamengo liderado por Romário, que havia eliminado o forte Palmeiras vencendo os dois jogos das semifinais. O adversário já era conhecido de outras épocas, como por exemplo o título roubado da final do Brasileirão de 82. O Grêmio não podia errar, pois sabia que os cariocas seriam favorecidos quando surgisse a oportunidade.

O primeiro jogo da final foi equilibrado, culminando em um empate sem gols no Olímpico e no aumento considerável do ego flamenguista, que já contava o título como conquistado. No jogo de volta veio à redenção, com mais de 100 mil pessoas no estádio Maracanã, os gremistas calaram a torcida do Flamengo que gritava "Ah! eu to maluco" com um 2x2 e um coro ensurdecedor de "Ah! EU SOU GAÚCHO", nada poderia ser maior...





1ª Fase
Fortaleza2X3Grêmio18/03
Grêmio3X1Fortaleza25/03
Oitavas-de-Final
Portuguesa1X2Grêmio04/04
Grêmio1X1Portuguesa08/04
Quartas-de-Final
Grêmio2X0Vitória18/04
Vitória3X3Grêmio03/05
Semi-Final
Corinthians1X2Grêmio08/05
Grêmio1X1Corinthians15/05
Final
Grêmio0X0Flamengo20/05
Flamengo2X2Grêmio22/05





DADOS DA FINAL
Local:Rio de Janeiro/Rio de Janeiro
Estádio:Maracanã
Data:1° de julho de 1997
Hora:
Árbitro:Wilson de Souza Mendonça (PE)
Assistentes:
Gols Grêmio:João Antônio aos 6 minutos do 1º tempo
Carlos Miguel aos 32 minutos do 2º tempo
Gols_Flamengo:Lúcio aos 30 minutos do 1º tempo
Romário aos 41 minutos do 1º tempo

 



GRÊMIOFLAMENGO
DANRLEI_CARLOS
ARCEFÁBIO_BAIANO
RIVAROLALUIZ_ALBERTO
MAURO_GALVÃOFABIANO
ROGERATHIRSON
OTACÍLIOJAMIR
ÉMERSONMAURINHO
JOÃO_ANTÔNIONÉLIO
CARLOS_MIGUELEVANDRO
RODRIGO_GRALROMÁRIO
PAULO_NUNESSÁVIO
TÉCNICO:
EVARISTO DE MACEDO
TÉCNICO:
SEBASTIÃO ROCHA

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